Efetividade das intervenções psicossociais no tratamento da esquizofrenia: evidências dos CAPS e de serviços comunitários de saúde mental
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v11i21.881Palavras-chave:
Saúde Mental, Esquizofrenia, Reabilitação Psicossocial, Centros de Atenção PsicossocialResumo
Introdução: A esquizofrenia é um transtorno mental grave que compromete a autonomia, as relações sociais e a qualidade de vida, demandando abordagens terapêuticas que ultrapassem o controle dos sintomas. Objetivo: Analisar a efetividade das intervenções psicossociais realizadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e em serviços comunitários de saúde mental no tratamento de pessoas com esquizofrenia, considerando adesão ao tratamento, redução de sintomas, reabilitação psicossocial e reinserção social. Metodologia: Revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, BVS/LILACS e Scopus, considerando estudos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, sete estudos compuseram a amostra final. Resultados: As intervenções analisadas favoreceram a adesão ao tratamento, a construção de vínculos terapêuticos, a redução de sintomas e a reabilitação psicossocial. A psicoeducação familiar contribuiu para a redução de recaídas e da sobrecarga dos cuidadores, enquanto intervenções cognitivo-comportamentais apresentaram benefícios sobre sintomas negativos e funcionamento. Atividades de trabalho e geração de renda favoreceram autonomia e inclusão social. Conclusão: As intervenções psicossociais apresentaram resultados positivos no tratamento da esquizofrenia, embora persistam desafios estruturais e assistenciais. No contexto brasileiro, os resultados reforçam a importância do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e das estratégias de cuidado comunitário.
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