Associação entre consumo de adoçantes artificiais e risco cardiometabólico evidências de estudos de coorte prospectivos.

Autores/as

  • Catharina Rodrigues Moreira Moreira IMEPAC (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos) https://orcid.org/0009-0006-8996-3234
  • Jordana de Melo Alves Santos IMEPAC (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos)
  • Maria Eduarda Rodrigues Braga IMEPAC (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos)
  • Myriam Karine Vieira Clemente
  • João Luiz de Souza Lima Lafayette Rodrigues Pereira IMEPAC (Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos)
  • Norma Cristina de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.47224/revistamaster.v11i21.852

Palabras clave:

Diabetes melittus tipo 2., coorte prospectiva, adoçantes artificiais, doença cardiovascular, revisão integrativa

Resumen

A presente revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências científicas, publicadas entre 2020 e 2025, sobre a associação entre o consumo habitual de adoçantes artificiais e o risco de desfechos cardiometabólicos em adultos. A questão norteadora foi estruturada com base na estratégia PECO, considerando como população adultos de populações gerais e subgrupos de risco cardiometabólico; como exposição, o consumo habitual de adoçantes artificiais/não nutritivos; como comparação, não consumidores ou indivíduos com menor consumo; e como desfechos, diabetes mellitus tipo 2, doença cardiovascular e seus subtipos, adiposidade, obesidade, eventos cardiovasculares e mortalidade. A busca foi conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO, BVS e Embase, utilizando descritores controlados e termos livres em inglês, português e espanhol, resultando na identificação de 1.960 registros. Após a triagem por título e resumo e a avaliação dos textos completos, sete estudos foram selecionados para análise. Os resultados indicaram associação positiva entre maior consumo de adoçantes artificiais e risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 (HR = 1,69; IC95% 1,45–1,97), doença cardiovascular total (HR = 1,09; IC95% 1,01–1,18) e doença cerebrovascular (HR = 1,18; IC95% 1,06–1,31), além de maior adiposidade visceral e subcutânea e eventos trombóticos associados ao eritritol. Observou-se heterogeneidade conforme o tipo de adoçante e o desfecho analisado. Não foi identificada associação significativa entre bebidas adoçadas artificialmente e mortalidade. As evidências apontam associações relevantes, porém a natureza predominantemente observacional dos estudos, a possibilidade de causalidade reversa e o confundimento residual não permitem estabelecer relações causais definitivas.

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Citas

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Publicado

2026-08-26

Cómo citar

MOREIRA, Catharina Rodrigues Moreira; ALVES SANTOS, Jordana de Melo; RODRIGUES BRAGA, Maria Eduarda; VIEIRA CLEMENTE, Myriam Karine; LIMA LAFAYETTE RODRIGUES PEREIRA, João Luiz de Souza; DE SOUSA, Norma Cristina. Associação entre consumo de adoçantes artificiais e risco cardiometabólico evidências de estudos de coorte prospectivos. Revista Master - Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 21, 2026. DOI: 10.47224/revistamaster.v11i21.852. Disponível em: https://revistamaster.imepac.edu.br/RM/article/view/852. Acesso em: 27 ago. 2026.