EXPLORANDO APLICATIVOS DE IA COMO RECURSO TERAPÊUTICO: A PROBLEMATIZAÇÃO
Área temática: Tecnologia e Saúde
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v10i20.800Palabras clave:
Inteligência Artificial; Saúde Mental; Psicoterapia; Aplicativos de Saúde; Ética Profissional.Resumen
O avanço das tecnologias digitais tem transformado a maneira como o cuidado em
saúde mental é oferecido, sendo os aplicativos de inteligência artificial (IA) um dos temas
mais debatidos atualmente. Essas ferramentas têm a capacidade de ampliar o acesso à escuta
terapêutica, permitindo interações mediadas por assistentes virtuais. O propósito deste estudo
é realizar uma análise crítica das limitações e das implicações associadas ao emprego de
aplicativos de IA como instrumentos terapêuticos, sustentando-se em uma revisão teórica e
crítica. Foram examinados artigos científicos, relatos de usuários e perspectivas de
profissionais da área, adotando uma abordagem qualitativa e exploratória. Os achados
apontam que, embora apresentem benefícios como maior acessibilidade, custo reduzido e
prontidão, os aplicativos enfrentam limitações notáveis, incluindo a ausência de conexão
humana, a possibilidade de interpretações equivocadas e a vulnerabilidade no atendimento de
situações clínicas complexas. Além disso, emergem questões éticas relacionadas à segurança
das informações, à regulamentação da prática e à potencial desvalorização da escuta
psicológica. A conclusão é que, embora os aplicativos de IA possam ser benéficos como
recursos complementares no âmbito da saúde mental, sua adoção requer cautela, supervisão
profissional e regulamentação adequada. A dependência exclusiva desses instrumentos pode
comprometer a qualidade do atendimento e desconsiderar aspectos fundamentais da prática
clínica, como a empatia e o juízo profissional.
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Citas
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